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Fique de olho nos olhos da criança

Problemas oculares na infância são comuns. A boa notícia é que a maioria é reversível. A má notícia é que, se não detectados precocemente, muitos desses problemas podem prejudicar a criança no curto e longo prazo. Por isso, é importante que, no seu trabalho pela Primeira Infância, você oriente os pais a levarem seus filhos ao especialista periodicamente.
 

Você sabia que cerca de 90% do desenvolvimento da visão ocorrem até os dois anos? Dados do Ministério da Saúde revelam que 30% das crianças em idade escolar apresentam algum problema ocular. Ou seja, quando alguma alteração não é corrigida na infância, as consequências podem refletir para o resto da vida.
Outra informação relevante é que oito em cada dez casos de perda de visão poderiam ser evitados se detectados precocemente.
 

Os especialistas recomendam que a primeira consulta ao oftalmologista aconteça no primeiro ano de vida, ampliando as chances de um diagnóstico precoce e de tratamento eficaz.
A consulta serve para analisar a integridade anatômica e funcional das diversas partes do olho. Por meio de exames específicos, é possível detectar o que os especialistas chamam de vícios de refração, ou seja, miopia, hipermetropia e astigmatismo. O exame de fundo de olho também é importante, porque detecta doenças sérias, como tumores e problemas vasculares.
 

Dos males que podem afetar a visão da criança, o mais comum é a hipermetropia, um erro de focalização da imagem no olho, que se forma após a retina. Os sintomas do problema são dores de cabeça e desconforto para ler de perto, assistir à TV ou jogar videogame.
 

A miopia e o astigmatismo estão relacionados às alterações na estrutura do olho. A ambliopia é outra disfunção comum na criança pequena, conhecida como visão preguiçosa, quando o cérebro usa apenas um dos olhos – o que reproduz a melhor imagem -,desenvolvendo um desequilíbrio neurológico. É de fácil correção quando diagnosticada precocemente. Por outro lado, se não tratá-la pode causar cegueira. O procedimento é simples: basta tapar o olho bom para que o “ruim” se desenvolva. No entanto, é preciso cuidar disso antes dos sete anos. Depois dessa etapa, o prejuízo será irreversível.
 

O estrabismo também é frequente e de fácil tratamento na infância. Ele provoca a perda da visão tridimensional, mas, quando tratado nos primeiros anos de vida, pode regredir.
 

Os recém-nascidos também precisam se cuidados. Eles têm de ser submetidos ao teste do reflexo vermelho ou do olhinho, que identifica a catarata infantil, responsável por 20% dos casos de cegueira de brasileiros até quinze anos.
 

Você pode conferir estas e outras informações na matéria que inspirou este post, publicada no Jornal de Brasília.
 

Fonte: Blog Desenvolvimento Infantil