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Como os pais devem agir para diminuir a turbulência familiar

A conquista da autonomia, a elaboração da identidade e o exercício da sexualidade são tarefas básicas da adolescência, e exigem um grau de afastamento emocional dos pais, recomenda a hebiatra (pediatra especializada em adolescentes) Maria Cecília Nigro Batistela, de Rio Preto. Segundo ela, a serenidade é uma das virtudes para a resolução de conflitos entre pais e filhos neste período tão conturbado da vida deles.

 

“Na maioria das famílias, os conflitos entre o adolescente e os pais se restringem à rotina diária e à liberdade pessoal. A tarefa dos pais é agir com equilíbrio, elasticidade, sabendo onde e como colocar limites.
 

Os pais democráticos devem aceitar seu papel transitório na vida dos filhos, adaptando-se a cada momento evolutivo de suas vidas”, explica.

 

Nesta página, Maria Cecília responde a questões inerentes à adolescência, como variações de humor, mudanças físicas e comportamentais e alimentação, que podem ajudar os pais a buscar uma harmonia na relação familiar.

 

Adolescência saudável

Um recente levantamento feito pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo, com 100 crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos, apontou que 87% dos avaliados ingeriam quantidades excessivas de gorduras. Além disso, 40% deles estavam com os níveis de colesterol elevados.

 

“O aumento do colesterol ruim e a diminuição do colesterol bom é uma das causas de doenças cardiovasculares. Por isso, a conscientização sobre a importância de uma alimentação adequada na infância é fundamental para um crescimento saudável”, diz a nutricionista Cristiane Kovacs, do Dante Pazzanese.

 

Além do envolvimento dos pais, a alimentação na escola também precisa ser controlada e a atividade física estimulada. Para a pediatra Isabel Rey Madeira, da Sociedade Brasileira de Pediatria, “a obesidade deve ser prevenida desde os primeiros anos de vida e, até antes, durante a gravidez. A vigilância deve continuar ao longo da adolescência.”

 

A médica observa que temas como alimentação saudável, prática de atividade física e o uso de álcool e tabaco devem ser abordados nas consultas pediátricas. A pediatra também defende que a medição da circunferência da cintura e a aferição da pressão arterial nas crianças e nos adolescentes durante o acompanhamento do profissional se tornem procedimentos imprescindíveis no controle da obesidade.

 

Para a cardiologista Gracia Helena Camargo Pinto Thevenard, de Rio Preto, o ideal é que quando a criança já passou a infância e não passou por uma avaliação completa, que o faça a partir dos 12 anos. Neste caso, a médica recomenda que seja realizado um exame de sangue e observado fatores como obesidade, sedentarismo (que tem maior chance de encontrar fatores de risco) além do histórico familiar. “Se encontrar algum problema, o acompanhamento se torna obrigatório realizar a cada 6 meses”, diz.